13
jul
2016
LEITUROTERAPIA

Sem a palavra escrita, eu nada viveria. É ela que me distrai, cada vez que tenho pensamentos mórbidos nos dias frios e depressivos. Quando a autoestima está no subsolo do meu terraço. Sempre que rolam bloqueios criativos de mais de três dias e eu acredito que regredi – ou que todo o meu repertório se esgotou. (leia mais…)





13
jul
2016
ESCREVA UM POST SOBRE

Dê asas à sua imaginação e participe de nosso desafio semanal…

Escreva Um Post para este blog.

para este blog

* Deixe o link de seu texto aqui nos comentários que divulgamos na próxima semana!





11
jul
2016
5 MOTIVOS PARA VOCÊ ASSISTIR “HOW I MET YOUR MOTHER”
Categorias: Paula Dylbas, TEXTOS

how i met your mother

Não sei qual é a idade adequada para ver esse seriado americano e nem estou falando da classificação indicativa. Apenas me refiro aos ensinamentos e à identificação com os personagens. Sei que eu, nos meus quase 30 anos de vida, estou me divertindo horrores, porque a série é realmente legendary. E quem já viu pelo menos alguns episódios, sabe do que estou falando. Eis que decidi listar alguns poucos motivos/lições para atiçar a curiosidade dos que ainda não viram e relembrar aos que já tiveram sua grande chance:

  (leia mais…)





6
jul
2016
ESCREVA UM POST SOBRE

Em nossa última proposta tivemos uma participante especial que escreveu um post inspirador:

A Gabi Barboza, do blog Gabi Barboza, escreveu Ação social: uma das razões do meu viver…

*

Temos um novo desafio para você se inspirar…

Escreva Um Post que tenha a palavra grade.

grade

* Deixe o link de seu texto nos comentários que a gente divulga na próxima semana!





30
jun
2016
DIVAGAÇÕES SOBRE A BELEZA

divagações sobre a beleza

Tirou minha roupa. Me olhou de cima a baixo. E disse: “Você tem um corpo lindo.” Me deu vontade de revirar os olhos e perguntar por quê ele tava tirando com a minha cara. Fiquei tentando imaginar o que ele ganharia mentindo pra mim, já que eu não tenho bunda, não tenho peito, não tenho um tanquinho de lavar roupa na barriga. Sorri aquele sorriso sem graça de quem acabou de ganhar uma pulga atrás da orelha. Daí comecei a divagar – porque minha cabecinha é assim, capaz de processar um tratado de linguística em segundos.

Beleza. Acho que o mundo embaralhou tanto esse assunto que as pessoas ficaram todas bem confusas. Se não fosse complexo, não teriam que inventar o termo “beleza real”. E não me venha com esse papo científico de simetria. Não falo de perfeição. Falo da beleza das pessoas comuns, sem filtros, softwares de edição ou truques de iluminação. Falo de rugas, calos, cicatrizes. Falo de História. A beleza pode ser algo profundo, cheio de camadas e nuances.

Beleza é incontestável? Beleza é atração? Beleza é auto-estima? Quando eu era adolescente tinha certeza que todo mundo se achava mais bonito do que era capaz de admitir. Porque tem essa também, quem admite que é bonito, vira um metido, convencido, execrável. Não pode. Então eu achava que no íntimo todo mundo se achava bonito, mas falava que se achava feio. Um amigo, surpreso, discordou. Todo mundo se acha mais feio do que realmente é, ele me disse. Na época, tinha certeza que ele estava enganado. Mas hoje, constato que a maioria das pessoas não se acham bonitas, independentes de serem ou não, e isso é uma coisa triste. Porque se achar bonita, tem a ver com se gostar. Mas também com quem gosta da gente.

Uma vez meu ex-namorado tirou uma foto minha num casamento e depois quis me mostrar o resultado. “Olha como você é bonita!” Virou uma das minhas fotos preferidas, provavelmente porque lembro dessa frase. Então adiciono mais uma dúvida a essa montanha de problematização: Por que precisamos que alguém reitere a nossa beleza? Por que precisamos da aprovação do outro? Acho que é porque tentamos dar à beleza a função de atrair alguém, de acabar com a solidão. Mas nem sempre a beleza funciona. Porque a beleza não é isca, não é arma, tampouco seguro de vida.

“Você tem um corpo lindo.” Cheguei a conclusão de que não tinha nada errado com essa frase. Ele não disse que meu corpo era magro ou que eu deveria estar na capa da Boa Forma. Ele só disse que meu corpo era lindo. Mesmo sem bunda, sem peito, sem tanquinho. E afinal, quem é que quer ser comparado a um objeto aonde se lava roupa? A beleza é misteriosa porque se mistura com outros sentidos. É o perfume da sua nuca, a profundidade do seu olhar, é o conforto que o seu calor dá pra alguém. E pra deixar tudo ainda mais complexo, a beleza reflete a sua personalidade: É confiança. É gentileza. É alma. Talvez ele tenha visto a minha quando me despiu das minhas proteções.

A beleza é inerente ao ser humano. É um milagre delicado que só perdemos tempo tentando classificar. Beleza não é competição. Beleza não é jogo. Beleza não é objeto. Muito menos, objeto de julgamento. Ela é pessoal, intransferível e abstrata. Não deixe ninguém roubar a sua. Beleza é o amor você dá pro mundo.

*

por Andrea Yagui.
(Andrea Yagui largou as relações pessoais e as fontes de renda pra estudar roteiro em Los Angeles. Vive quebrando a cara mas sabe colar de volta todos os pedacinhos. Escreve no http://historiasnabagagem.wordpress.com e no http://contala.com.br)

 





27
jun
2016
DORES NECESSÁRIAS

dor

Picada de anestesia geral, pra tentar recuperar a saúde perdida por conta dos excessos cometidos por várias décadas. Terminar relacionamentos desgastados e sem sentido, em que gargalhadas são ausentes – e lágrimas de tristeza, frequentes. Desabafar – quantas vezes for preciso. Sutura depois de cirurgias. Decepção pós-idealização amorosa (se não somos ideais como desejamos, como exigir isso do outro, não é mesmo?). Amadurecimento. Enfrentar medos diversos – de dirigir em rodovia a falar pra uma plateia. Abandonar a zona de (des)conforto. Feedbacks negativos. Reconhecer a responsabilidade pelos nossas ações, escolhas e omissões diárias – e o impacto delas na vida de quem nos rodeia. Citoneurim. Conhecer (e lidar com) os próprios demônios. BCG – e a inevitável inflamação no local onde ela foi aplicada. Terapia – aconselhável a todos. Máscaras caindo e revelando um outro eu – e isso é tão bom quanto assustador. Desapegar do que me impede de caminhar mais rápido – e por que não, voar? Aceitar as próprias limitações como parte da minha existência humana. Penicilina. Sofrimento. Crises existenciais – não seríamos tão intensos sem uma moderada dose de questionamento e caos. Inadequação à sociedade. Autoconhecimento. Imposição de limites – pelo bem da nossa sanidade mental. Reconhecer a culpa por nossas falhas e pedir perdão. Desistir do que não compensa. Revoluções. Quebra de paradigmas. Dissolução de traumas. Transgressões. Broncas merecidas. Vulnerabilidade. A vida.

bio

ALINE XAVIER

Ex-concurseira olímpica. Psicóloga para os amigos, não sabe o que fazer com a própria vida. Apaixonada por ovelhas negras, com as quais comumente se identifica. Está se descobrindo aos poucos nos cursos de escrita e na terapia semanal. Escreve em alinexavier.me.





23
jun
2016
NÃO HAVERÁ MAIS E-MAIL DE MADRUGADA

não haverá email de madrugada

Rapazes, eu tenho um talento secreto. Sou ótima pra escrever e-mails românticos de madrugada. Somente um seleto grupo de cavalheiros tem acesso a essa biblioteca privada. Mas eu estou aqui pra anunciar que o clube fechou. Não preencham os formulários. Cancelem os boletos bancários. Rasguem as carteirinhas. O clube fechou por razões sanitárias e de insanidade. Parei.

Parei de despejar meu coração como leite morno digital. Minha doçura era puro espartame. Me dava taquicardia e atormentava os pensamentos, me levando a construir frases insanas como: “Não deu certo, mas tudo bem. Vamos tentar na próxima vida.” Mentira. Não tá tudo bem. Você foi péssimo. Por favor, não me procura na próxima vida. Eu te amei de verdade, mas sério: fica longe de mim.

Parei de planejar minhas palavras como quem arquiteta uma armadilha. Sei escrever o que vocês querem ouvir. Finjo como uma poetisa de verdade, acreditando piamente em cada palavra. Sou ótima pra seguir direções, e vocês as espalham da mesma forma que largam meias sujas pelo chão. “Não consigo dormir, fico pensando em você.” E quando eu te tenho manso e feliz dentro da minha gaiola, eu abro a portinha e te deixo sem teto.

Parei de escrever como uma terrorista. Sequestrar atenção com bombas de sinceridade. Liberar elogios como se fossem reféns. Exigir pelo megafone um amor incondicional e um helicóptero (porque todo sequestrador que se preze quer um helicóptero). E quando a fuga falha, eu confo sem tortura, todo meu amor. Só não consigo dizer o que eu não gosto. Me contorço a cada eletrochoque, tentando a última barganha: eu faço você se sentir bem consigo mesmo e você gosta mais de mim.

Ainda bem que nem sempre funciona. Ou agora eu poderia estar no meu barco de salvação preferido: o relacionamento sério. O clube fechou. Não haverá mais e-mail de madrugada. Não haverá revelação. Não haverá confissão. Não haverá poema de aspartame.

Não é que eu não esteja escrevendo. Listo tudo que eu gosto em um. Dou replay nos movimentos do outro. Re-significo todas as coisas que me falaram. Na minha cabeça, vocês são fascinantes, vocês deviam ver. Mas agora, escrevo tudo isso pra mim. Porque eu não sei outra maneira de entender as partes obscuras da vida. E o que há de mais obscuro no mundo que o coração de um homem?

Então, é. Eu te escrevi uma carta. É só um pedaço de papel mas me embrulha pra presente. Me desdobra como um mapa. Doa todos os meus pertences, como num testamento. Mas essa carta não será lida. Porque eu não sou um presente, eu não posso me dar. Eu não sou uma guia, eu não posso te levar num passeio turístico pela minha alma. E o testamento, veja bem, eu não morri ainda. Estou viva e sou uma escritora. Não uma terapeuta.

Então a partir de agora, minha escrita é pelo ofício da escrita. Não pra fazer homens inseguros, confusos e indisponíveis se sentirem melhores sobre si mesmos. Parei de trair a minha escrita com vocês. E se os colegas não conseguem me entender por conta própria, simplesmente significa que nenhum de vocês é o cara. O cara que um dia vai olhar pra esse emaranhado amorfo e confuso que eu chamo de coração e dizer, sem pestanejar: é você. Eu sei, você está surpreso e decepcionado porque eu não sou uma boa menina. Mas veja bem, eu não sou uma menina há tempos. Não haverá atalho. Não haverá fermento. Não haverá carta coringa. Não haverá leite morno pra disfarçar meu gosto amargo, seja corajoso. Parei de me traduzir, seja autodidata. Parei de pregar os benefícios do meu afeto, tenha um pouco de fé. Parei de explicar que eu sou uma boa pessoa. Olha nos meus olhos e você vai saber. Sério, tá bem aqui.

Parei de tentar me provar.

Prove-se você pra mim.

*

por Andrea Yagui.
(Andrea Yagui largou as relações pessoais e as fontes de renda pra estudar roteiro em Los Angeles. Vive quebrando a cara mas sabe colar de volta todos os pedacinhos. Escreve no http://historiasnabagagem.wordpress.com e no http://contala.com.br)

 





22
jun
2016
ESCREVA UM POST SOBRE

Quarta-feira é dia de novo tema!

Escreva Um Post inspirador!
inspirador

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20
jun
2016
NOVAS VAGAS PARA O MEU CURSO DE ESCRITA CRIATIVA!
Categorias: Sem categoria

Oi, gente!

Como vocês estão?

Eu vou muito bem. Toda empolgada com mil projetos e trabalhos! Depois de uma temporada como roteirista do Batalha de Cozinheiros, o novo programa do Buddy Valastro (ele mesmo, o Cake Boss! Leia a notícia aqui: http://migre.me/u6xOW ), engatei um novo desafio: estou escrevendo os roteiros do Acontece Lá Em Casa, programa da psicóloga Betty Monteiro, que vai passar no SBT, a partir de setembro.

Como agora, consigo ter uma rotina mais tranquila, posso voltar com uma das coisas que mais adoro fazer: dividir tudo o que aprendi durante esses anos escrevendo com vocês! Entãaaaaooooo…

Estou abrindo novas vagas pro meu Curso de Escrita Criativa! Palmas!

Desta vez, farei um módulo um pouco mais longo: serão dois meses de aulas!

Por quê, Pri?

Porque sim. Brincadeira. Porque estou a fim de extrair mais do talento dos meus novos alunos e acredito que com dois meses a gente consiga fixar com mais êxito a desafiadora rotina de escrever e aguçar nossa autocrítica, além de poder oferecer pra vocês mais nomes da literatura e textos para inspirar.
Quem topa?
Todo mundo? Que bom!
Então aqui estão todas as informações pra quem ainda tá em dúvida se se joga ou não:
Quem pode estudar escrita criativa?
· Quem está começando um blog, mas ainda não está seguro com o seu texto,
· Quem já escreve para blogs e precisa desenvolver melhor o seu texto, com técnicas novas,
· Quem quer fazer da escrita um trabalho,
· Quem tem um romance ou uma parte dele já escrito e gostaria de uma opinião profissional,
· Quem ama escrever. <3

Como são as aulas?
As aulas são por Skype* e particulares, ou seja, minha atenção é 100% sua e do seu texto durante uma aula inteira.
*Abrir uma conta no Skype é moleza e não paga nada, eu posso te ajudar a fazer a sua!

O curso aborda os seguintes tópicos:
· Leitura de textos de autores consagrados,
· Produção de textos em aula e fora dela,
· Dicas de técnicas para escrever,
· Dicas de inspiração,
· Dicas de concentração,
· Dicas de estrutura,
· Análise dos textos produzidos em aula e fora dela.

Priscila do céu, adorey! Quero fazer o curso! Como faz?
Simples, simples. É só me responder este e-mail até sexta-feira (17 de junho de 2016), enviando um breve currículo, uma carta de interesse explicando por que você tem vontade de fazer o curso. Junto ao e-mail, anexe um texto seu, de no máximo uma página.

Vou abrir 10 vagas. Quanto mais cedo você me mandar essas informações, mais cedo terá sua vaga. :)

Qual a duração do curso?
8 aulas, de 50 minutos cada (dia e horário a definir comigo, porém devemos começar na semana do dia 27 de junho).

Qual o valor do investimento?
R$ 800,00 em até 12 vezes no cartão de crédito (pelo PagSeguro é super fácil se cadastrar, se precisar de ajuda fale comigo). Dou 10% de desconto no depósito bancário.

Eu garanto que este investimento vai alavancar a maneira como você escreve. Poderei te provar na última aula, fazendo uma comparação entre o texto que você me enviou por e-mail e o último texto produzido no curso com o meu acompanhamento e as minhas dicas. ;)





Vamos investir nos sonhos?

Estou esperando seu e-mail! <3

Não se esqueça que as vagas serão preenchidas de acordo com a chegada dos e-mails. Se você tem interesse, mande logo o seu.

Um Beijo!

Pri.

Saiba mais sobre mim nestes links:
Blog: http://www.avidaemposts.com.br
Vlog: https://www.youtube.com/user/priscilanicolielo
Perfil facebook: https://www.facebook.com/priscila.nicolielo

*

Abaixo, alguns depoimentos de ex-alunos do meu curso de Escrita Criativa:

Maiara Tissi
Decidi fazer o curso com a Priscila porque admirava seu modo de colocar a vida em palavras. Desde a primeira aula, ela inspirou as palavras dentro de mim a saírem também. As técnicas, referências e dicas foram fundamentais para minha consolidação como escritora. Graças ao tempo e atenção dedicados, iniciei o curso com crônicas e terminei com uma peça de teatro completa em mãos. Uma experiência de valor inestimável!

Tina Zani
Quem escreve é íntimo da folha em branco, ela morde. Ela às vezes nos fita e a gente fica desconcertado, sem saber por onde começar, com o que rechear e onde quer chegar. O curso da Pri me deu ferramentas preciosas pra encarar a folha em branco e traduzir com as pontas dos dedos pensamentos e sentimentos. Comecei de um jeito, terminei com mil e um jeitos diferentes de escrever, que nem Bombril. Foram 4 aulas pra ampliar meus horizontes e minhas fontes e fiquei com uma deliciosa sensação de quero mais. Quero mais, Pri! E, pra coroar, em nosso último encontro ela me deu um feedback, aquele que todo escritor espera ter um dia, de outro escritor. Excelente. Recomendo e aguardo o próximo capítulo. Anota meu nome aí na lista, Pri.

Sheila Budney
Fazer o curso da Pri foi, para mim que sou iniciante, aprender a soltar o que eu quero escrever. E então lapidar. Eu sempre me perco na importância do que eu quero escrever e travo. A Pri me mostrou que tudo pode ser material para a escrita e que existe um caminho para isso. Aprendi a educar o olhar para as possibilidades e os detalhes desse meu caminho. Foi, um pouco, conhecer a minha própria maneira de escrever. Uma delicadeza. Devo dizer que funcionou quase como uma terapia! Pude, também, aprender técnicas e dicas preciosas, que eu nunca conseguiria ver sozinha. Fora as sugestões de leitura maravilhosas e o incentivo que a Pri me deu! A Pri saca você e vai direto onde você mais precisa, sabe? Dá vontade de fazer o curso por anos e anos. Recomendo! Um beijo, Pri!

Aline Xavier
Escrita criativa foi um marco na minha vida de escritora. Mas na verdade o que menos conta é a escrita, sabe? Esquece essas porras todas! O que conta mesmo é o que tá dentro da gente (é clichê, mas é real) e que vai sendo desencavado com muito tato pela Priscila, que é uma professora maravilhosa. Quando o meu eu veio à tona, a escrita passou a fluir com uma leveza indescritível e eu nunca mais parei. Escrever, que era um hábito e uma paixão, se tornou um vício incontrolável. Porque a coisa passou a ser interna, e não externa. Obrigada, Pri, por ser a primeira pessoa que me lapidou nessa caminhada que é escrever. O seu curso foi, indubitavelmente, um divisor de águas na minha vida de escritora. Minha melhoria é mais que perceptível para os leitores. Gratidão por ter trabalhado, da melhor forma possível, essa matéria bruta que hoje consegue brilhar com autonomia!

Letícia Soares
Com muita maestria e amor as aulas da Pri foram totalmente criteriosas com o enfoque que eu procurava. Amei cada auxilio que me acrescentaram muito, até mesmo depois das aulas, continuo aplicando exercícios que aprendi para aprimorar o Eu-escritor e o Eu-leitor. Com alguns horizontes abertos pela Pri, consegui desenvolver mais rápido e claro meu raciono. Voltada com uma didática totalmente personalizada, me proporcionou um ensino com muita leveza. Professora e aulas que ficam no meu coração.

Sabrina Guimarães
Fiquei sabendo do curso da Pri em um momento de transição importante pra mim. Eu sempre gostei de escrever e já vinha trabalhando com criação de conteúdo há algum tempo, mas a minha escrita ia ficando de lado, como se fosse só aquilo mesmo. O Curso de Escrita Criativa veio pra lapidar isso, e me diferenciar, me mostrar que a minha escrita, mesmo aquela que eu achava que já vinha pronta, precisava ser praticada e, mais do que isso, precisa do olhar de alguém como a Pri. Só ela pra perceber os detalhes, cutucar, provocar, e era isso mesmo que faltava pra mim. As indicações, as dicas, os toques, os elogios, e até os puxões de orelha significaram muito nesse momento de aprendizado e amadurecimento dos meus textos. Só tenho a agradecer por toda a nossa troca e recomendo muito, muito esse curso. Obrigada, Pri, você é foda!

Leonardo Omido
Sempre procurei algo que gostasse de verdade, então conheci a Priscila através do vlog, e adorava as dicas que dava, e foi nesse período que percebi que gostava mesmo de escrever. Fiquei meio apreensivo pensando que ela poderia já esperar um domínio mínimo, que eu não tinha, pois ainda estava começando a me interessar pela escrita, mas amei o curso, pois não é apenas pra quem já está no meio de seu romance, ou já escrevendo suas crônicas, e sim pra qualquer um que goste de escrever. Eu iniciei com muitas dúvidas básicas, que foram todas respondidas, e do seu jeito sempre gentil, meigo e engraçado, a Pri incentivou meu lado artístico, mostrou técnicas e dicas que me fizeram melhorar e apaixonar ainda mais pela escrita.

Thiago Almeida
Vou ser sincero, até minha adolescência eu nunca fui muito de ler. Ok. Tudo bem. Em um determinado momento eu comecei a me apaixonar pela leitura. Isso cresceu tanto com o passar do tempo, que acabou virando um vício. Nesse instante o leitor ávido, começou a querer contar suas próprias histórias. O leitor ávido queria transmitir conhecimento. Quando o leitor ávido descobriu os vídeos da Pri, ele não conseguiu mais parar até assistir todos. O leitor ávido fez o curso de Escrita Criativa. A Pri soube identificar, colocar suas ideias no eixo e direcionar sua história. Mostrou o caminho e trabalhou as técnicas. Seu texto que antes era simples e monótono, começou a ganhar vida e espontaneidade. A narrativa ganhou força e os personagens ganharam vida. Nesse momento ele percebeu que tinha muito mais dentro dele que poderia ser jogado pra fora. Nesse momento seu sonho começou a se materializar, ganhar forma. Nesse momento ele percebeu que seu sonho já era realidade.

Nadhia Dantas
Escrever para mim é algo libertador, porém sempre que escrevia, tinha receio quanto a estrutura e me perguntava uma forma de fazer um texto ser único. Conheci o trabalho da Pri no blog Entenda os Homens, me apaixonei pela escrita e a autenticidade que os textos dela possuem, e ao saber que ela começaria um curso de Escrita Criativa, nem pensei, entrei em contato pedindo maiores informações. Ela faz com que vc aborde um assunto clichê, sem deixá-lo clichê, por exemplo. Aprendi que são os detalhes que dão vida ao texto, e os tornam muito mais interessantes de serem lidos. Nós podemos escrever sobre tudo e qualquer assunto pode se tornar interessante, basta que você se entregue a ele. Pri, serei eternamente grata pelas suas orientações e por ser parte fundamental nessa nova trajetória que estou trilhando.

Thiago de Castro
Uma vez Pablo Neruda citou ironicamente uma frase que eu levava como verdade: “Escrever é fácil. Você começa com uma letra maiúscula e termina com um ponto final. No meio você coloca ideias”. Desmistificar esse meu pensamento foi que aconteceu nos maravilhosos três meses do curso de Escrita Criativa. Todas as atividades – muitas vezes intensas – e leituras – muitas delas – me fizeram perceber que o processo criativo de um texto não é fácil, mas que o resultado final é simplesmente indescritível. A didática foi algo com o qual eu nunca tinha lidado antes e as conversas muitas vezes expressivas sempre ajudavam no lado emocional e criativo necessários para a criação e o encerramento de um texto. Acima de tudo, a evolução crítica e analítica proporcionada pelo curso foi algo absurdamente diferencial, que aprendi a levar adiante nas minhas criações.

Vinicius Bonafé
Eu já era fã dos vídeos da Pri muito antes dos cursos começarem. Fã voraz de todos os vídeos que ela postava e das dicas que dava. E me lembro de ter uma imensa vontade de poder tirar inúmeras dúvidas relacionadas ao meu romance com ela. Portanto, logo quando ela anunciou que estava pensando em dar cursos online, fui o primeiro a procurá-la – e o primeiro aluno confirmado, também! Pronto. Tiro certeiro. Os quatro meses de aulas que tivemos me mostraram tantas coisas que eu não sabia sobre mim e minha escrita, que a vontade que eu tinha de parar com aquilo era… nula. Se não fosse pela senhorita boemia, romântica incorrigível, engraçada, boca-suja e super inteligente que é Priscila Nicolielo, eu ainda estaria encarando piamente o “Cap. 1” escrito no topo de meus arquivos inacabados. Hoje, eu escrevo um romance. Por causa dela, eu escrevo um romance!

Monica Giudice
Escrever, para mim, sempre foi uma extensão da personalidade. Fui aquele tipo de adolescente que escrevia todos os dias no diário e mandava cartas para pessoas queridas, aquela que esperava ansiosamente pelas aulas de redação enquanto os amigos reclamavam da quantidade de linhas que precisava ser obedecida. Durante muito tempo fiquei sem escrever, por problemas pessoais, e nesse período foi como se, literalmente, uma parte de mim tivesse se perdido. Uma noite, passando os olhos pelo meu feed no FB, vi um texto em um site e comecei a ler. Naquele momento, percebi o quanto eu queria novamente pertencer a aquele mundo das letras e, como se o Universo tivesse se articulado para dar uma forcinha, a autora do texto estava promovendo um curso de escrita criativa. Imediatamente entrei em contato com ela que, para minha surpresa, foi de uma gentileza ímpar, me recebendo e aceitando como aluna, apesar de todas as vagas estarem preenchidas. E assim começa a minha história com o curso de escrita criativa da Priscila Nicolielo. Desse dia em diante, as experiências de criação e aprendizado têm sido indescritíveis. Minha pequena habilidade recebeu incentivo, aprimoramento, técnica e hoje, aos 48 anos, tenho a alegria de trabalhar com algo que, realmente, me faz feliz. E, como não poderia ser diferente, relacionado à escrita.
Pri, deixo aqui a minha gratidão (com olhos marejados) por ter acreditado em mim, por ter me incentivado e motivado. Se hoje, tantas perspectivas se apresentam, acredite, você tem grande participação nisso! Um beijo imenso e parabéns pela profissional e pessoa maravilhosa que você é!

*

#Dúvidas
Abaixo algumas dúvidas que você pode ter sobre o curso:

Sou ex-aluno, posso fazer o curso de novo? Tenho desconto?
Sim e sim. Dou 20% de desconto aos meus queridos ex-alunos.

Não poderei fazer agora. Você vai abrir vagas mais pra frente?
Eu não consigo dar certeza de quando abrirei um novo curso, então aproveite a oportunidade

Meus horários são bem complicados. Como funcionam as reposições.
As faltas devem ser avisadas com no mínimo um dia de antecedência, para conseguirmos combinar um novo horário. Caso contrário, o aluno perde a aula.









16
jun
2016
PARA COM ISSO

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Ele colocou um filme pra gente ver. E me deu vodka com suco de cranberry. E ofereceu um cobertor mas eu me fingi de forte e não aceitei. Acordei gripada no dia seguinte. Me abraçou como se me conhecesse. Uma ternura que me deu calafrios. Você não me conhece, cara. Não me abraça desse jeito. Ele passou a mão no meu braço, pra cima e pra baixo, me aquecendo. Como você sabe que eu sempre estou com frio? Bom, não faça isso também. Carinho é coisa preciosa. Não é pra sair guardando a sua mão dentro da minha.

Aonde estão as suas segundas intenções? Alisa minha perna. Escorrega a mão embaixo da minha blusa. Se esfrega em mim com o pretexto de se acomodar melhor no sofá. Mas para com esse afeto gratuito. Ó, vou te retribuir um pouquinho pra ver se você para. Ponho a mão no rosto dele. E ele automaticamente suspira. Cara, ele suspira. Quem é você? Tá no palco e eu sou sua plateia? Fez Fátima Toledo? Cara. Eu toco a sua barba e você suspira. Em que mundo você vive? Me viro e beijo ele. Toma, seu tonto, sossega.

Mas ele não sossega. Daí que eu não sabia que era tão fácil mudar nossa dinâmica. O beijo vira outro beijo que vira outro beijo que vira uma série de beijos progredindo numa velocidade maior que os beats do filme. Que filme? Sumiu a TV, o sofá, tudo. Ficou a mão dele alisando minha perna, escorregando pra baixo da minha blusa, me trazendo perto pra ele se esfregar em mim sem pretexto algum. Agora adivinha pensamento também, esse maldito. Para com isso. Seu lindo.

Me carrega pra cama dele como se eu não tivesse peso. Só percebi porque o chão sumiu. Me vejo num mar de travesseiros, lençóis, edredon. Será que eu sei nadar? Ok. Ele quer saber do que eu gosto. Ele quer saber o que eu quero. Eu tenho que me lembrar constantemente: eu não sou de mar. Eu sou de terra firme.

Olha. Vamos desprogramar meu léxico. Embaralhar minha gramática. Anestesiar minha cognição. Afogar as minhas expectativas, sejam necessárias quantas tentativas. O que eu quero, mais precisamente, é que você não deixe rastro algum desse romantismo estúpido, moldado a cada música, cada livro e cada filme que eu deixei me comover.

Dane-se Drew Barrymore e Anne Hathaway. Dane-se Ray La Montagne e James Bay e todos os cantores roucos. Somos desconhecidos. Somos objetos de cena. Não estamos nem aí um com o outro. Dane-se Gabriel Garcia Marquez e sua nuvem de borboletas porque eu não vou me apaixonar.

Prestes a quebrar o silêncio, ele guarda a mão dentro da minha. Deito de bruços e pergunto se posso fazer uma pergunta (e nada pior do que perguntar se pode fazer uma pergunta). Ele me imita, deita de bruços também e como se estivéssemos pegando sol na praia, diz que eu posso perguntar o que eu quiser. Ele espera a pergunta com uma curiosidade nos olhos que acaba comigo.

Suspiro.

Merda

*

por Andrea Yagui 
(Andrea Yagui largou as relações pessoais e as fontes de renda pra estudar roteiro em Los Angeles. Vive quebrando a cara mas sabe colar de volta todos os pedacinhos. Escreve no http://historiasnabagagem.wordpress.com e no http://contala.com.br)